Skip to content

Geral

Bares de Passo Fundo registram redução de público após notícias sobre bebidas adulteradas em São Paulo

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto: Tetra Images/Getty Images)

Casos recentes de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas em São Paulo e a investigação de uma morte suspeita na Bahia levantaram preocupações também no setor de bares e restaurantes de Passo Fundo. A Associação que representa o segmento no município reforça a necessidade de atenção à procedência das bebidas e reconhece impactos no movimento dos estabelecimentos locais.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Passo Fundo, Léo Duro, afirmou que até o momento não há registro de casos no Rio Grande do Sul. Ele destacou que os estabelecimentos consolidados do município trabalham com fornecedores legalizados, que possuem CNPJ e emitem nota fiscal. Segundo Duro, este é o ponto fundamental para garantir a segurança do consumidor.

Ele explicou que o risco de intoxicação está relacionado principalmente a bebidas clandestinas, produzidas em fábricas ilegais e vendidas sem rastreabilidade. Duro observou que muitas vezes os consumidores podem ser atraídos por preços muito abaixo do mercado, o que representa um sinal de alerta.

O dirigente orientou os frequentadores a adquirirem bebidas apenas em bares e restaurantes reconhecidos pela legalidade e pela higiene, que cumprem as normas da vigilância sanitária e exigem nota fiscal dos fornecedores. Ele reforçou que o consumidor pode solicitar a nota fiscal da bebida servida no estabelecimento para verificar a procedência.

Duro também comentou sobre os reflexos da situação em Passo Fundo. De acordo com ele, desde que os primeiros casos vieram a público em São Paulo, houve redução no movimento nos bares da cidade, efeito atribuído ao medo da população. Ele avaliou que os estabelecimentos precisarão adotar estratégias de comunicação para reforçar a confiança do público, demonstrando que oferecem produtos de origem oficial.

Ele destacou ainda que os casos de adulteração registrados em São Paulo envolvem destilados como uísque, vodka e gin. Cervejas e chopes não foram atingidos, o que, segundo Duro, mantém a segurança para o consumo dessas bebidas em bares e restaurantes.

Por fim, o presidente ressaltou que, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, não há registros de investigações sobre bebidas adulteradas até o momento, mas que a atenção deve ser redobrada tanto por parte dos empresários quanto dos consumidores.