Banco Vermelho é instalado na Câmara de Vereadores como símbolo da luta pelo fim da violência contra a mulher
Um banco vermelho, carregado de simbolismo, foi instalado em frente à Câmara de Vereadores de Passo Fundo nesta quinta-feira (07), em um ato de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Com os dizeres “Pelo fim da violência contra a mulher – sentar e refletir, levantar e agir”, o equipamento permanecerá no local como um convite à reflexão e um chamado para a ação.
A iniciativa integra o movimento internacional Banco Vermelho, que surgiu na Itália em 2016 e chegou ao Brasil por meio de ativistas que perderam amigas vítimas de feminicídio. A cor representa o sangue derramado por mulheres em situações de violência, e a instalação em espaços públicos visa ampliar a discussão sobre o tema.
Conscientização e políticas públicas
A vereadora Regina Costa dos Santos (PDT), procuradora-geral da Mulher da Câmara, destacou a importância do projeto. “É uma forma simbólica de chamar a atenção para o combate à violência de gênero. Passo Fundo teve redução nos índices, mas ainda vivemos essa realidade. Precisamos avançar nas políticas públicas e levar o debate para a sociedade”, afirmou. O presidente da Câmara, Gio Krug (PSD), reforçou o apoio do Legislativo à causa. “Muitas vítimas não denunciam por medo de não terem apoio. Quando se sentem seguras, agem. Por isso, ações como essa são fundamentais para fortalecer a rede de proteção”, disse.
Arte e engajamento
O banco foi pintado voluntariamente pela artista plástica Júlia Pierezan, pela tatuadora Larissa Almeida e pelo servidor Rodrigo dos Santos, que receberam certificados em reconhecimento à contribuição. A data também marca os 18 anos da Lei Maria da Penha (11.340/06), sancionada em 7 de agosto de 2006, um marco no combate à violência doméstica.
O movimento
A Lei Federal 14.942/24 incentiva a instalação de bancos vermelhos em locais públicos, acompanhados de informações sobre canais de denúncia, como o Disque 180. A iniciativa reforça a necessidade de romper o silêncio e mobilizar a sociedade contra a violência de gênero.
Presentes no ato
Estiveram presentes vereadores e representantes de entidades de proteção à mulher, evidenciando a união de forças em torno da causa.