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Saúde

Baixo estoque de medicamentos pode fazer com que cirurgias eletivas sejam adiadas no Hospital de Clínicas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A pandemia do coronavírus vem impactando nos estoques de medicamentos dos hospitais de todo o país. Em Passo Fundo, a situação não é diferente. Os pacientes que precisam ser internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e são entubados, necessitam ficar sedados durante o tratamento.

Com isso, o uso de sedativos e anestésicos aumentou bastante nos últimos meses, fazendo que a demanda dos hospitais pelo uso dos medicamentos, seja fora do normal. Com os estoques baixos, cirurgias eletivas podem ser adiadas, caso a situação não seja normalizada em breve.

Em entrevista na Uirapuru, o administrador do Hospital de Clínicas (HC), Luciney Bohrer, destacou que o hospital tem um estoque para garantir os procedimentos pelos próximos dias. A dificuldade do HC é repor os sedativos e anestésicos para que a instituição tenham uma tranquilidade para trabalhar. A alta demanda em todo o mundo, por conta da pandemia, fez com que a indústria farmacêutica não consiga atender o mercado.

Além disso, o preço dos medicamentos teve um acréscimo muito grande, causando dificuldade para que os hospitais realizem a compra em grandes quantidades. Bohrer exemplificou que um medicamento que antes era comprado por R$ 2,89 agora é encontrado por R$ 18, o que acaba dificultando financeiramente a aquisição.

O administrador contou que durante a última semana entidades representativas do setor e órgãos federais estiveram reunidos em Brasília-DF discutindo a situação e buscando a importação dos remédios para abastecer as instituições de todo o Brasil. O administrador explicou que caso falte medicamentos, as cirurgias eletivas precisarão ser adiadas, porém o HC vem monitorando semana a semana os estoques e buscando mantê-los. Bohrer afirmou que o hospital ainda não precisou tomar essa atitude, porém nos próximos dias, caso a medicação não seja reposta, procedimentos podem ser adiados na instituição.

Confira a entrevista com o administrado do Hospital de Clínicas, Luciney Bohrer: