Avanço da inteligência artificial proporcionará grandes mudanças na humanidade, diz especialista
Há meses, a inteligência artificial vem ganhando destaque no mundo virtual e sendo objeto de debates e críticas em todo o planeta.
O programa ChatGPT, por exemplo, gera textos com base no que já existe na internet, sem intervenção humana, o que coloca em xeque os interesses e finalidades da ação. Agora, uma música foi criada através de outro programa de inteligência artificial, que usou vozes de artistas reais e ganhou status de viral. Cantores americanos tiveram suas vozes colocadas em uma canção, onde a letra também foi criada através da inteligência artificial. Especialistas do mundo da música criticaram a ação, afirmando que isso foi a gota d’água deste tipo de tecnologia.
Em entrevista na Uirapuru, o especialista em Mídias Digitais e Marketing Digital, Alexandre Mattos, afirmou que não há mais recuo nessa tendência e que a inteligência artificial veio para ficar. Ela já havia chegado em algumas áreas, como educação, saúde e pesquisas, porém, tecnologias similares e superiores ao ChatGPT eram limitadas e guardadas para uso restrito, ou vendidas a preços elevados.
Conforme Mattos, o que acontece agora é que a iniciativa da empresa OpenAI, que criou o ChatGPT, abriu a inteligência artificial para uso mundial gratuito. Com isso, a humanidade entrou em uma nova fase, onde a escalada da inteligência artificial está avançando em meses o que avançaria em décadas.
No entanto, o especialista destaca que a inteligência artificial não é 100% confiável, pois o banco de dados que ela utiliza é feito por seres humanos. Tudo o que ela repete, busca na fonte de dados, e isso pode conter margem de erro. Informações equivocadas podem ser difundidas, como já foi provado muitas vezes, e essa base de informação pode ser adulterada também. Além disso, como vivemos em uma era de fake news, Mattos ressalta que a inteligência artificial não está imune a isso.
O especialista lembra que a humanidade está inserindo no seu dia a dia uma ferramenta ainda desconhecida e o maior perigo de sua utilização é como cada país fará sua própria regulação.
De acordo com Alexandre Mattos, conversas sobre a inteligência artificial já estão ocorrendo no Senado e Congresso com comissões preparadas para impor limites a ela. Ele destaca que o Brasil não está atrasado no assunto perante o resto do mundo, mas também não está avançando. Caso ninguém coloque limites na ferramenta, o especialista afirma que nunca saberemos seu potencial de inteligência, o que pode ser perigoso.