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Avaliação psicológica para comprar armas é criteriosa e estabelecida pela Polícia Federal

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Avaliação psicológica para comprar armas é criteriosa e estabelecida pela Polícia Federal
Avaliação psicológica para comprar armas é criteriosa e estabelecida pela Polícia Federal

O número de pessoas com licenças para armas de fogo disparou no governo Bolsonaro e registrou aumento de 473% em quatro anos. Em 2018, antes do presidente assumir, havia 117,4 mil registros ativos para caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs.

No ano seguinte, esse número saltou para 197,3 mil registros, uma alta de 68%, e seguiu em curva ascendente até chegar em 673,8 mil em junho deste ano, o maior valor da série histórica, que começou em 2005. Os números estão no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que organizou os dados com base em informações do Sinarm (Sistema Nacional de Armas), vinculado à Polícia Federal. Um dos dados que preocupa órgãos de segurança pública, é o número de armas com o cadastro vencidos no Brasil. Segundo o Sinarm, o Brasil tem 1,5 milhão de registros de armas de fogo expirados, sendo 330 mil no Rio Grande do Sul. O cadastro vencido compromete o controle do armamento pela Polícia Federal.

Durante o comentário de Maurício Paim no programa Repórter do Povo de ontem (28) o assunto foi discutido e surgiram muitas opiniões dos ouvintes sobre o tema. Alguns defenderam que a avaliação psicológica precisa ser mais rigorosa. De acordo com o psicólogo, especialista em avaliação psicológica credenciado na Polícia Federal, Tiago Muza Rosa, existe uma burocracia grande em relação aos antecedentes criminais, antes do interessado começar o processo para adquirir uma arma. O segundo passo é a avaliação psicológica.

Conforme o especialista, o protocolo de avaliação é estabelecido pela Polícia Federal. É avaliado características de personalidade, atenção, memória, concentração, se o indivíduo tem propensão a agressividade e impulsividade, características de inteligência, entre outros aspectos psíquicos. Em caso de aptidão, o laudo possui o prazo de um ano para que o interessado realize o trâmite para comprar e registrar a arma de fogo.

O psicólogo explica que o fato da pessoa ser considerada apta, não quer dizer que ela jamais se excederá ou terá uma conduta inadequada. Muza Rosa relata que tem casos de pessoas que tentam realizar a avaliação psicológica várias vezes e não conseguem ser considerados aptos, pois tem alguma caraterística que impossibilita. Outros casos em que a condição é transitória.