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Cidade

Automutilação na adolescência: um pedido de socorro e de atenção dos pais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A notícia de que jovens de Passo Fundo estariam aderindo a uma perigosa prática, já observada em grandes centros, de se automutilar chamou a atenção da comunidade e alertou pais.

 

Na Escola Estadual Ernesto Tocchetto, situada no Bairro Vera Cruz, um grupo de meninas estariam aderindo ao hábito, se cortando com lâmina de apontadores. Na justificativa de uma das adolescentes, descoberta pelo pai, está um pacto de amizade e de solidariedade a dor das amigas.

 

O psiquiatra Érico Hecktheuer revela que, infelizmente, essa prática durante a adolescência é comum. Embora possa parecer estranho, a automutilação entre os jovens pode ocorrer como uma espécie de “moda”, quando alguém no grupo experimenta fazê-lo e acaba por ser seguido pelos outros.

 

No entanto, conforme o especialista, quando a automutilação persiste, geralmente é porque o jovem vive em grande sofrimento emocional e busca na dor do corpo uma “justificação” para a dor emocional. Uma forma de chamar a atenção, um pedido de socorro.

 

Segundo frisa o médico, nessa idade, a pessoa não tem a personalidade formada e assume um comportamento de grupo altamente perigoso. É uma maneira de lidar de forma impulsiva e destrutiva com frustrações e ansiedades.