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Geral

Automóveis atingidos pela enchente não devem ser ligados antes de uma avaliação de um mecânico

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Um levantamento aponta que cerca de 20 mil veículos foram atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Entre eles, os mais variados modelos e tempo de uso. Mas o que fazer quando um automóvel fica submerso? Quais os procedimento? O carro é perdido ou tem alguma saída? Sobre esse assunto, a Rádio Uirapuru conversou com o representante da FENABRAVE, Renato Belotti, a primeira coisa que o proprietário de um veículo atingido pela água deve fazer é retirar os cabos da bateria. Jamais o carro deve ser ligado após ficar submerso.

Em seguida, se o automóvel tem seguro, o proprietário deve acioná-lo e conversar com a corretora sobre a apólice e se os danos causados pela enchente estão na cobertura. Se o veículo estiver segurado, a partir daí quem vai cuidar dos reparos e possível ressarcimento é a seguradora.

Os carros mais novos, que ainda estão na garantia, o proprietário deve encaminhar, através de um guincho, para a concessionária responsável, sem ligar o motor. A concessionária avaliará a situação e o que fazer com aquele automóvel.

Nos casos em que o carro não tem seguro ou a apólice não cobre enchente, Renato frisa mais uma vez: em hipótese alguma ligue o automóvel. Os veículos são compostos por uma série de componentes eletrônicos e, em contato com a água, acabam danificados. Se a corrente elétrica não passar por esses eletrônicos, é possível salvar algumas partes. O indicado é colocar o veículo em um guincho e levar até um mecânico de confiança, que avaliará os danos e fará um diagnóstico da situação.

De acordo com Renato Belotti, a grande maioria desses automóveis atingidos pelas águas, deve voltar para o mercado. Os carros passarão pelos reparos necessários e serão entregues para os proprietários ou comercializados para outras pessoas.