Ausência de índios impede decisão de ministro sobre conflito em Faxinalzinho
Ocorreu em Brasília nesta quinta-feira, dia 22, a primeira reunião no Ministério da Justiça, para mediar os conflitos agrários entre indígenas e agricultores gaúchos. A discussão não contou com a presença de índios do município de Faxinalzinho, que é o atual epicentro da disputa de terras no Rio Grande do Sul.
A proposta apresentada pelo ministro José Eduardo Cardoso é para que seja considerado um laudo que indica uma área de 657 hectares na reserva indígena de Mato Preto, que fica entre os municípios de Getúlio Vargas, Erebango e Erechim, e não os 4.230 hectares reconhecidos pelo governo como reserva indígena.
A demarcação atingiria 15% dessa área com cerca de 30 famílias de agricultores sendo indenizadas. Os índios presentes a reunião receberam bem a proposta e os agricultores vão discutir com as famílias.
Sobre Faxinalzinho o ministro afirmou que sem as partes envolvidas estarem presentes não há como dialogar.
Uma hipótese mais remota debatida foi a que o governo comprasse terras, com valores atuais do mercado, em outras regiões e as repassassem para os indígenas.