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Agronegócios

Aumento para 12% de biodiesel no diesel é passo importante rumo à preservação do meio ambiente, avalia Turra

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Aumento no óleo diesel tem relação com o preço do biodiesel que precisa ser adicionado ao combustível
Aumento no óleo diesel tem relação com o preço do biodiesel que precisa ser adicionado ao combustível

O mundo concentra esforços para eliminar combustíveis altamente poluentes.  Enquanto veículos elétricos ainda são caros, limitados e ainda escassos em larga escala, o combustível verde ganha cada vez mais espaço.  No cenário global a Be8, nova identidade da então BSBIOS, se destaca pela inovação e esforços com o biodiesel, combustível gerado com base em materiais orgânicos renováveis.  A relevância da iniciativa é tão grande que a empresa é modelo em fóruns mundiais sobre alternativas de combustíveis.

No Brasil o biodiesel é misturado obrigatoriamente ao diesel para amenizar o impacto ambiental e fomentar a produção. No entanto, a porcentagem da mistura estava em 10%, valor considerado abaixo do necessário para o desenvolvimento do setor.  Agora, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento para 12% da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.  A medida já está em vigor em todo o país.

A Uirapuru conversou sobre este assunto com o presidente do conselho de administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Francisco Turra. Turra explicou que o aumento é extremamente importante para o setor e meio ambiente, porém, está atrasado.  Disse que, ainda em março de 2022, o país deveria estar com mistura, determinada pelo Conselho Nacional , em 12%, depois 13% e finalmente 15% em março deste ano.

Turra explicou que o produto tem o objetivo nobre de despoluir o meio ambiente.  Quando houve a troca de governo aconteceu o pedido do setor para aumentar o percentual da mistura, representando 50 empresários brasileiros.  Neste ano houve a promessa de aumento pelo governo, que será escalonado até 15%.  Os 12% de hoje representam 20% a mais de esmagamento de grãos e produção, levando ganhos para a indústria avícola e de ração, com mais farelo, além de melhorar o meio ambiente, avaliou Turra.