Aumento do mínimo acima da inflação impulsiona negociações coletivas e beneficia trabalhadores
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nessa semana, mostram que mais de 90% das negociações coletivas no Rio Grande do Sul obtiveram reajuste acima do nível médio da inflação. No comércio, os ganhos chegaram até a 2,47% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE).
Segmentos de serviços e indústria também registram aumentos maiores. O órgão não registrou nenhum acordo coletivo, em 2012, abaixo da inflação, o que representaria perdas para os trabalhadores. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Passo Fundo, Ailton Araujo, salienta que o ganho salarial das categorias é impulsionado, principalmente, pelos índices de reajuste do mínimo regional e nacional.
Salienta que o piso mínimo serve como base para as negociações coletivas. Araújo diz que quando o poder público determina um aumento acima da inflação, automaticamente as categorias utilizam esse índice para reivindicar ganho real de salário junto aos patrões.
Segundo Dieese, a análise nacional dos acordos coletivos aponta que no ano passado foram atingidos os melhores resultados, desde que os estudos começaram a ser feitos, em 1996. Em todo o Brasil, 95% dos reajustes em 2012 incorporaram aumentos reais aos salários, 4% foram corrigidos pela inflação e 1% ficou abaixo.