Aumento do IPI já reflete nos preços dos eletrodomésticos
A indústria quer repassar custos e aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os lojistas, atitude que tem criado um dilema entre as duas pontas do negócio e quem sai perdendo é o consumidor. Muitos modelos dos mais procurados eletrodomésticos, dentre eles fogões, geladeiras, condicionadores de ar e máquinas de lavar, já estão mais caros e o aumento não se deve apenas a cobrança do IPI. Os fabricantes estão pressionando o varejo para reajustar toda a linha, alegando aumento de custos.
Esse impasse, segundo a gerente de uma loja da Volpato, Elizete Schmidt Alves, já está refletindo no estoque das lojas. Grandes redes de comércio do Estado têm sido procuradas pela indústria nas últimas semanas para discutir prazos e condições para elevar os preços.
O valor exigido pela indústria não foi informado pelo varejo, mas, conforme analistas, varia de 2% a 3%. Mesmo com muitos lojistas não reconhecendo o aumento, o repasse já é constatado em pesquisa de inflação. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), houve alta de 1,72% nos fogões e de 1,13% nas geladeiras no mês passado.