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Saúde

Aumento de casos respiratórios preocupa Hospital Dia da Criança em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na última semana, uma reunião entre representantes dos hospitais de Passo Fundo e autoridades municipais trouxe à tona uma crescente preocupação: o cenário dos atendimentos pediátricos tem se tornado alarmante na região. Em especial, os problemas respiratórios têm apresentado um aumento significativo, demandando atenção redobrada dos profissionais de saúde.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, a coordenadora do Hospital Dia da Criança, que funciona anexo ao Hospital Municipal, Dra. Caroline Barbiero, declarou que a demanda por atendimentos relacionados a problemas respiratórios não está restrita ao seu hospital, mas se estende a toda a região, incluindo o Hospital de Clínicas e o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Bronquiolite, uma condição respiratória grave que afeta crianças com até 2 anos de idade, tem sido uma das principais preocupações, juntamente com exacerbações de asma, resfriados e gripes em crianças.

Um fator que pode explicar esse aumento, conforme Caroline, é a sazonalidade dos vírus causadores de infecções respiratórias. Com a chegada do outono e inverno, esses agentes tendem a circular com maior intensidade. De acordo com a Dra. Caroline, as crianças são mais suscetíveis, pois possuem vias aéreas menores em comparação com os adultos, o que aumenta as chances de desenvolverem quadros como broncoespasmo e facilita a entrada de vírus. Para evitar a propagação desses problemas, a Dra. Caroline enfatiza a importância de evitar espaços com aglomerações, sobretudo em ambientes fechados. Ela também destaca a relevância de não expor crianças com menos de seis meses a esses ambientes, considerando o maior risco que enfrentam. O impacto dessa situação tem sido significativo para o Hospital Dia da Criança.

A unidade tem enfrentado uma elevada demanda de atendimentos na cidade, com as equipes realizando entre 40 a 60 atendimentos por turno. Além disso, tem havido um aumento na gravidade dos casos, conforme relata a coordenadora. O aumento na complexidade dos casos tem impactado diretamente o tempo de espera dos pacientes. Os leitos de observação estão lotados, e muitos pacientes têm ficado internados por até 72 horas devido à dificuldade em serem transferidos para hospitais de maior complexidade. Essa situação tem dificultado a entrada de novos pacientes, o que é motivo de preocupação para toda a equipe médica.

Diante desse cenário, a Dra. Caroline Barbiero faz um apelo à população para que busque as unidades de saúde dos bairros em casos mais leves. A prioridade deve ser dada aos pacientes com quadros graves, e a colaboração de todos é essencial para que o sistema de saúde consiga atender a todos de forma adequada.