Aumento da gasolina prejudica postos de combustíveis que desde julho trabalham com margem de lucro baixa
Pela 13ª semana seguida, o preço médio da gasolina para o consumidor final subiu, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desde julho do ano passado a Petrobras vem mantendo reajustes frequentes que afetam não só o consumidor, mas também causam prejuízos aos postos de gasolina.
Em entrevista à Uirapuru, o supervisor da Rede de Postos Sander em Passo Fundo, Edson Carraro, explicou que antes havia uma demanda muito grande de combustível, com vários postos operando e hoje já se nota postos de combustível fechando na cidade e pessoas perdendo o emprego nessa área.
Segundo Carraro, o consumo em Passo Fundo diminui, mas não tão expressivo quanto os reajustes porque os motoristas precisam de gasolina para ir trabalhar e os agricultores de diesel. Explicou que o preço que o governo anuncia é o valor que as revendas pagam às companhias para receber os produtos, mas nem sempre conseguem repassar ao consumidor todo o aumento. Destacou que quem acaba sendo beneficiado com os aumentos é o governo e as distribuidoras.
Hoje as revendedoras estão trabalhando muito abaixo das margens de lucro que praticavam no primeiro semestre de 2017. Carraro salientou que antes dos reajustes, o litro da gasolina ficava na faixa de R$ 3,95, atualmente custa entre R$ 4,24 e R$ 4,25, praticamente 30 centavos a mais no preço final. O óleo diesel também chegou a um patamar entorno de 25%, o que representa 60 centavos a mais no preço final pelo litro.
O supervisor enfatizou que as revendedoras estão sentindo diretamente a margem despencando, ao mesmo tempo em que os custos fixos estão crescendo. Em razão disso, muitas vezes se obrigam a reduzir o quadro de colaboradores ou a buscar outras estratégias, como a Rede Sander que criou um cartão para fidelizar o cliente e ganhar no atendimento. Carraro acredita que no segundo semestre o preço da gasolina possa ter uma estabilidade.