Aumentar imposto no comércio de livros vai prejudicar ainda mais o setor, avalia empresário
O Governo Federal está propondo um projeto de Reforma Tributária para o Brasil. O texto já foi entregue ao congresso e deve ser analisado em breve. Dentro da proposta, existe um trecho que pode encarecer o comércio de livros. A reforma derruba a proteção que o setor tinha, por lei, desde 2004, e passa a cobrar o pagamento de 12% de tributos específicos do mercado de livros. A estimativa de arrecadação do governo com essa mudança seria cerca de R$ 700 milhões por ano.
De acordo com o proprietário da livraria Sebo Café, Leonardo Arbter, a proposta é absurda. O valor pago de impostos pelo setor já é alto e isso atrapalharia muito as vendas. Arbter afirma que caso o aumento seja aprovado acontecerá uma quebra grande nas editoras e livrarias no Brasil. O empresário relata que a dificuldade na comercialização de livros no país já é grande e o governo deveria incentivar a compra ao invés de taxar ainda mais o mercado. Disse que a taxa de leitura no país é baixa e as pequenas empresas precisam ainda competir com multinacionais do setor que consegue oferecer preços mais atraentes.
Arbter informou que a pandemia fez com que as vendas melhorassem um pouco, pois os leitores tiveram mais tempo em casa e consumiram mais livros no período. As lojas do setor se adaptaram para vender de forma online e entregar na casa dos clientes, fomentando o mercado. O empresário faz parte também da Associação dos Livreiros de Passo Fundo e afirmou que acredita ainda no retorno de eventos importantes na cidade como a Jornada Nacional de Literatura e a Feira do Livro.
Ouça a entrevista com o proprietário da livraria Sebo Café, Leonardo Arbter: