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Saúde

Atendimento odontológico para crianças portadoras de necessidades especiais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A manutenção da saúde bucal depende de visitas periódicas ao dentista, mas nem sempre a situação é confortável para crianças e adolescentes, ainda mais quando estes são portadores de necessidades especiais.

 

O que muitos pais não sabem, no entanto, é que para proporcionar melhor atendimento, bem-estar e segurança, os procedimentos odontológicos podem ser realizados no consultório, no ambulatório e no hospital, com sedação e por um profissional especializado neste tipo de paciente.

 

A professora da Escola de Odontologia da IMED, Esp. Paula Fröhlich, explica como é realizado o tratamento para estes casos.

 

 

Como é realizado esse atendimento?

Paula Fröhlich: Para que o tratamento odontológico em crianças ou adolescentes com necessidades especiais seja estabelecido, é necessário avaliar criteriosamente as condições de ordem geral, comportamental e bucal para cada indivíduo, mesmo dentro de um mesmo grupo de patologia. Essas informações são obtidas através de um questionário (anamnese) que, juntamente com exames físico, clínico e complementares, aferição dos sinais vitais (pressão arterial, temperatura corporal e frequências cardíaca e respiratória) e exame laboratorial, firmará o diagnóstico. Consequentemente, o plano de tratamento odontológico será realizado considerando-se as particularidades e limitações de cada caso. Nesse planejamento deverá ser considerado a atuação multiprofissional e interdisciplinar, a necessidade e oportunidade do tratamento no momento e se este será realizado no consultório ou em âmbito hospitalar, sob anestesia geral.

 

 

Como é possível deixar tranquilos tanto a criança que está recebendo o atendimento odontológico, quanto os pais que estão acompanhando, e que muitas vezes ficam apreensivos com o atendimento?

PF: Para o sucesso do atendimento odontológico é indispensável que seja estabelecido um vínculo entre profissional, paciente e família. Em pacientes com necessidades especiais, não receberemos somente o paciente, mas toda uma família especial e esse relacionamento deverá ser considerado e trabalhado. O cirurgião-dentista deverá observar a relação do paciente com seus responsáveis e fornecer a eles todas as informações pertinentes ao tratamento com muita segurança e paciência.

 

 Quando os casos são mais complicados, é necessário ser feito uma anestesia ou sedação? Como isso é realizado?

PF: No plano de tratamento odontológico, o profissional deverá considerar se este será realizado em ambiente ambulatorial ou hospitalar, sob anestesia geral. A decisão deverá ser tomada com base nos fatores de ordem geral, comportamental e bucal do paciente. Determinadas condições de ordem geral graves, como alguns casos de doenças sanguíneas, transtornos convulsivos repetitivos incontroláveis, distúrbios neuropsicomotores, entre outras, indicam ambiente hospitalar, mesmo que as condições comportamentais e bucais permitam intervenção odontológica em ambiente ambulatorial. Alguns casos de alterações comportamentais como hiperatividade, autismo, deficiência mental, de forma grave, podem dificultar o tratamento ambulatorial. No entanto, podem ser trabalhadas utilizando-se técnicas de gerenciamento comportamental, denominadas não-farmacológicas, e por meio de comunicação, carinho, atenção e firmeza. No caso de repetidos insucessos utilizando-se essa forma de abordagem, a sedação e a anestesia geral deverão ser consideradas.

 

 

 A clínica da IMED realiza este tipo de atendimento?

PF: Sim, os atendimentos são realizados ambulatorialmente e com sedação oral com medicamentos, quando necessário.