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Cidade

Atendente da central da SAMU em Porto Alegre recebe pedido de socorro e diz não saber onde fica Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã de ontem, uma idosa de 65 anos, teve um mal súbito e desmaiou em via pública. Foi na esquina das Ruas Paissandu e XV de Novembro, no centro da cidade. Os populares, ao se depararem com a situação, buscaram socorro nos Bombeiros e também com o SAMU. Em ambos casos, o atendimento não ocorreu. Nos Bombeiros, a justificativa foi que a única ambulância estava em outra ocorrência.

No SAMU, que possui central em Porto Alegre, o atendente demonstrou ser despreparado e mal informado ao pedir, inicialmente, onde ficava Passo Fundo, como se a cidade não fosse uma das maiores do Estado. Além disso, como de praxe, fez uma série de perguntas sobre a idosa, que agonizava no meio da rua, explica um indignado cidadão que pediu o socorro.

O socorro acabou sendo prestado pelo Prado Resgate, uma empresa privada. Anagi Reis foi encaminhada para o setor de emergência do Hospital São Vicente de Paulo, onde recebeu atendimento médico e foi liberada.

Vereador sugere Central de Regulação em Passo Fundo
É para evitar que situações como essa continuem ocorrendo, colocando inclusive em risco a vida das pessoas, que o vereador Márcio Patussi (PDT) propôs ao poder executivo que providencie as ações necessárias para implantar uma central de atendimento do SAMU aqui em Passo Fundo. Hoje, ao discar 192, os passo-fundenses são encaminhados a uma telefonista que faz alguns questionamentos, repassa o solicitante a um médico que faz o diagnóstico, determinando o envio ou não da ambulância ao local. 
Esse procedimento leva preciosos minutos e gera revolta de quem está precisando ser atendido. Segundo Patussi, , esse é um desejo da população e um ponto decisivo para que o SAMU funcione com a eficiência que todos esperam.
Apesar de possuir apenas uma ambulância em funcionamento, em dois anos, o SAMU já efetuou 5.300 atendimentos em Passo Fundo. Na Câmara já tramita um projeto de lei que autoriza o município a prorrogar os contratos com os profissionais atuais e contratar, em caráter emergencial, outros 30 atendentes, sendo médicos, enfermeiros, técnicos e motoristas. 
Com essa estrutura será possível colocar em operação a UTI Móvel do SAMU. Patussi diz ser a favor da contratação, ponderando que uma central no município irá qualificar ainda mais o serviço.