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Estado

Assembleia Legislativa recebe proposta de reajuste do magistério

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Já está na Assembleia Legislativa a proposta de reajuste para o magistério, que foi encaminhada para apreciação em regime de urgência. Como já apresentado ao Cpers, entidade sindical dos professores estaduais, o reajuste encaminhado é de 9,45%, atendendo o valor do piso nacional, elevado em janeiro passado pelo Ministério da Educação.

O percentual passará a valer retroativamente a partir de 1º de janeiro. O índice proposto incidirá, com paridade, sobre todos os níveis de carreira dos professores ativos, inativos e pensionistas. “O percentual apresentado garante o compromisso de mantermos o pagamento do piso”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

O impacto financeiro estimado nas contas do Estado chega a R$ 488 milhões ao ano. Em reuniões com o Cpers e deputados estaduais, o governador Eduardo Leite destacou a situação fiscal do Estado por conta de perdas impostas pela redução de alíquotas do ICMS determinadas pelo governo federal no ano passado. A redução da arrecadação, por consequência, provoca limitações de ordem legal, em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal, e impede o governo de conceder um reajuste maior.

Pela proposta, todos os docentes gaúchos ganharão, no mínimo, o novo piso nacional, de R$ 4.420,57 para 40 horas semanais de trabalho. O salário de entrada para professores com licenciatura plena será de R$ 4.641,47.

Evolução do piso nacional

Em 14 anos, aumentou 365%, enquanto a inflação no período, pelo INPC, foi de 125,4%.

Assembleia

O Cpers Sindicato realiza nesta sexta-feira uma assembleia geral em Porto Alegre, a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho. A categoria reivindica 15,95%, que foi o reajuste dado pelo governo federal ao piso e que este índice se estenda para todos os servidores da educação, e não apenas para professores.