Em Passo Fundo, presidente da Assembleia Legislativa afirma que votações vão impactar nos próximos 30 anos do Estado
A cidade de Passo Fundo sediou nesta sexta-feira (24), a sexta audiência pública promovia pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no interior do Estado. O encontro, realizado no plenário da Câmara de Vereadores, reuniu lideranças estaduais e municipais, entre políticos, representantes de entidades de classe, empresários e população em geral.
A campanha “Valores que ficam”, ação visa garantir que parte do imposto de renda devido pelos gaúchos à União fique no Estado e seja revertido ajude para financiar projetos sociais como o Fundo da Criança e do Adolescente (Funcriança) foi um dos temas principais. Ainda, a audiência tratou das parcerias público-privadas, projetos de privatizações e as concessões de serviços públicos à iniciativa privada.
Na Uirapuru, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), destacou que neste ano, o parlamento gaúcho votará projetos que impactarão pelos próximos trinta anos, como é o caso da concessão da ERS 324. Lara pontuou que os debates devem envolver questões dos preços dos pedágios, modelo de concessão e contrapartidas da empresa que assumirá os trabalhos.
Na primeira etapa do movimento “Valores que ficam”, que durou até 30 de abril, data limite para a entrega das declarações do imposto de renda à Receita Federal, o Parlamento focou nas doações ao Funcriança. Em Passo Fundo, por exemplo, dos 12 mil contribuintes aptos a reverter parte do imposto devido aos projetos sociais, apenas 348 colaboraram. Em valores, do potencial de 11,5 milhões, somente R$ 650 mil foram arrecadados com a medida.