Assembleia de credores aprova o plano de recuperação judicial apresentado pela Semeato
Uma assembleia virtual realizada nesta quinta-feira (25) reuniu os credores das dívidas do Grupo Semeato, cujos valores superam os R$ 235 milhões. O processo de Recuperação Judicial do Grupo Semeato, tramita na 3ª Vara Cível de Passo Fundo, através do administrador judicial, advogado Rafael Brizola. O corpo jurídico da Semeato apresentou um plano de recuperação judicial.
A proposta apresentada era quitar R$ 20 mil de cada credor, sendo R$ 10 mil agora e o restante em até 12 meses. O saldo restante da dívida seria quitada com a venda de parte do patrimônio da própria Semeato, calculado em R$ 420 milhões pela empresa e R$ 280 milhões pelos credores. Além disso, em caso de não-quitação dos valores, a empresa promete 150 salários-mínimos a cada credor.
Na assembleia, representantes dos credores manifestaram seus pontos de vista, bem como a defesa da empresa. Por outro lado, credores alertaram para o risco de se decretar a falência da empresa e a não-quitação das dívidas. Ao fim, ocorreu a votação, que apontou pela aprovação do plano de recuperação judicial. No placar de votos, o Sim recebeu 54%, superando os 46% votos pelo Não, considerando as quatro classes de credores previstas na Lei de regência.
Na justificativa de muitos credores, o plano apresentava valores patrimoniais não condizentes com a realidade do mercado, além de não constar prazos precisos de pagamentos aos trabalhadores e bancos. Enquanto ocorreu a a assembleia virtual, representantes dos trabalhadores, ex-trabalhadores e aposentados realizaram uma manifestação pacífica em frente ao Fórum de Passo Fundo, no Centro da cidade.
Agora o resultado será submetido ao juiz da causa, Dr João Marcelo Barbiero de Vargas, para homologação e controle de legalidade.
Em contato com a reportagem da Rádio Uirapuru, o trabalhador e representante sindical Everton Mate explicou que a categoria aguarda por uma solução desde 1997. Conforme Everton, existe uma indignação pelo que foi chamado de manobras da empresa para evitar os pagamentos de direitos, que segundo o líder, incluem salários, férias, décimo terceiro e depósitos de FGTS. Por isso, os trabalhadores aguardam pela solução e também o recebimentos dos valores.