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Agropecuária

Asgav diz que Estado não corre risco de desabastecimento de ovos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Quem vai aos supermercados ou feiras está sendo surpreendido com o preço dos ovos de galinha.  Falando sobre o assunto na Uirapuru, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultores (ASGAV), José Eduardo dos Santos, destacou que o ovo há muito tempo era uma das proteínas mais acessíveis, assim como a carne de frango.  Porém, ultimamente a população mundial está vivendo situações mais impactantes em diversos setores.

Com isso, José Eduardo relata que o preço do ovo aumentou em todo o planeta.  Inclusive, alguns países estão contingenciando a quantidade do produto por pessoa, o que aconteceu recentemente no Reino Unido e nos Estados Unidos.  Neste cenário, ele afirma que o setor recebeu impactos de transformações globais, que iniciaram na pandemia, trazendo uma série de restrições em todos os setores.

Logo em seguida veio os efeitos da estiagem, principalmente no Rio Grande do Sul.  Ao mesmo tempo, Santos conta que o mundo passou por uma crise da influenza aviária, que iniciou na Ásia, foi para a África, Europa, chegou nos Estados Unidos, onde dizimou quase 60 milhões de aves poedeiras, e agora está na Argentina e Uruguai.  Mesmo a doença estando próxima e causando uma crise no comércio global, o presidente da ASGAV conta que o Brasil continua livre da influenza aviária.

Com isso, o país vem sendo demandado cada vez mais, tanto para exportar o alimento quanto para atender a demanda de toda a população local.  De acordo com José Eduardo, o produtor, para não parar de produzir e o setor não entrar em colapso, precisou fazer ajustes gradativos devido a todos esses fatores.  Ele afirma que os ajustes nos preços continuarão acontecendo em detrimento ao que foi relatado, mas o setor seguirá produzindo e atendendo a demanda do mercado interno.

Os ajustes são necessários para não entrar em situação crítica, mas eles serão mantidos muito abaixo dos custos que os produtores estão tendo.  O presidente da ASGAV garante que o compromisso do setor é não hiperinflacionar o mercado, mas seguir com algumas reposições para continuar produzindo.  A partir disso, o setor assume o compromisso de manter o abastecimento de ovos no mercado gaúcho.