Arena Condá e Medellín têm homenagens às vítimas do acidente de avião da Chapecoense
Milhares de pessoas compareceram nesta quarta-feira (30) ao estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, para prestar homenagem às vítimas da queda do voo que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas, na noite da última segunda-feira.
O estádio seria o local da partida entre o Chapecoense e o Atlético Nacional, o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. No horário em que começaria o jogo, às 21h45 (horário de Brasília) o estádio já estava em sua capacidade máxima, com pessoas vestidas de branco e com uma vela acesa para se solidarizar com as vítimas, suas famílias e países de origem – Brasil, Venezuela e Paraguai.
Outras milhares de pessoas, segundo o canal Telemedellín, ficaram do lado de fora do estádio e acompanharam a cerimônia por telões. Durante um minuto de silêncio, os expectadores também acenderam seus celulares.
A Arena Condá, a casa do clube em Chapecó, também prestou homenagem às vítimas da tragédia no mesmo horário. Torcedores acompanhavam a cerimônia das arquibancadas. Por volta das 20h, eles batiam palmas antes do tributo começar. Perto das 20h30, o mascote do time, o indiozinho, passeava pelo gramado chamando os torcedores para cantar e atraiu a atenção dos fotógrafos.
Perto das 20h35, os portões da Arena Condá foram fechados e mais ninguém pôde entrar. Perto das 20h45, os torcedores acenderam os celulares e iluminaram o estádio. Cinco minutos depois, crianças da base do clube entraram no gramado e foram muito aplaudidas.
Também houve um culto ecumênico come dois pastores e o padre Igor Damo. Por volta das 21h30, o estádio ficou tomado por luzes de celulares em homenagem às vítimas. No momento em que começaria o jogo, crianças das categorias de base do time deram uma volta no campo.
A celebração estava prevista para terminar às 21h45. Contudo, naquele horário a Arena Condá seguia lotada, com a exibição de um vídeo no telão com homenagens a todas as vítimas, jogadores, comissão técnica e jornalistas, uma a uma, seguida por gritos de “é campeão”.
*G1