Após três meses interditada, Escola Mário Quintana é liberada pelos Bombeiros e aulas retornam nesta quarta-feira
Às vésperas de completar três meses interditada por problemas na rede elétrica, a Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana, no bairro Cohab I, foi liberada parcialmente pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta terça-feira (27). Nestas condições, a instituição receberá os mais de 580 alunos a partir desta quarta-feira (28), em horário normal nos três turnos.
A liberação do educandário ocorreu após a entrega de um laudo realizado pela empresa A3 Engenharia, responsável pela realização dos reparos, na tarde de segunda-feira (26) aos bombeiros. O documento garante que os procedimentos foram executados de forma correta e de acordo com as normas técnicas, além de contar com o aval da direção da escola que os reparos realmente foram feitos.
Ao vivo na Uirapuru, o soldado Diego Rafael Kaipper Raimundo, responsável pela vistoria, afirmou que com o aval positivo, ficam liberados os quatro blocos onde ficam 17 salas de aula, o pátio de recreação, banheiros e o prédio em que funciona a sala de vídeo. Destacou que o único local que permanecerá fechado será a área administrativa e de atendimento ao público, que será transferida ao prédio vizinho que está apto ao funcionamento. O soldado pontuou que as condições mínimas de segurança foram atendidas, já que a principal preocupação era em relação aos quadros de energia. O custo total dos reparos foi de R$ 32 mil.
Emocionada, a diretora da escola Mário Quintana, Maria Helena Leite, tranquilizou os pais e a comunidade escolar sobre a recuperação dos 51 dias letivos perdidos. Disse que o ano letivo de 2019 tem previsão de conclusão para 26 de janeiro de 2020. Garantiu que um novo calendário escolar está em processo de elaboração e que o educandário utilizará sábados e turnos inversos para a reposição das aulas perdidas. Informou que o Conselho Escolar, 7ª Coordenadoria Regional de Educação e Ministério Público serão os responsáveis por fiscalizar a reposição.
Relembre o caso
Os reparos elétricos iniciaram em 28 de junho e foram executados pela empresa A3 Engenharia, contratada pelo Estado para realizar os serviços.
Em meados de julho, a obra parou pois o governo do Estado atrasou a liberação de R$ 32 mil para financiar o empreendimento, que só retornou a partir de 18 de julho com a regularização das verbas.
Quando os reparos estavam praticamente encerrados, em 30 de julho, o Estado solicitou a avaliação de um engenheiro eletricista da Secretaria de Obras Públicas (SOP) para validar o que estava feito até então.
Em seguida, a comunidade escolar foi surpreendida pela notícia de que as melhorias feitas até o momento não seriam suficientes para a liberação do imóvel. Também que a configuração da obra havia mudado, sendo necessário um novo projeto, uma nova licitação, contratação de empresa e execução da obra, que tem um prazo mínimo de seis meses.