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Geral

Após quatro meses das enchentes, família de Canoas fala sobre como está sendo reconstruir a vida em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Neste mês de setembro, completam-se quatro meses desde o início das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, e as consequências desse desastre continuam presentes em diversas cidades e famílias atingidas. Conforme o último levantamento da Defesa Civil, divulgado nesta semana, cerca de 572.781 pessoas estão fora de suas casas, algumas em abrigos, outras em residências de parentes ou amigos. Também houve aquelas que optaram por recomeçar a vida em outro município do estado.

A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com uma família que está reconstruindo sua vida em Passo Fundo. Deize Ampeze, esposa e mãe de dois filhos, vivia até o dia 9 de maio no bairro Mathias Velho, em Canoas. No entanto, com o passar dos dias, a chuva se intensificou e tudo o que possuíam dentro de casa foi perdido: móveis, roupas, brinquedos, animais de estimação e, também, uma parte de sua história. Entretanto, a força para continuar lutando permaneceu.

Após esse grande cenário de destruição, surgiram várias possibilidades sobre o que fazer, tendo em vista que o custo dos materiais é elevado. Uma das alternativas foi mudar-se para Passo Fundo, cidade que ela já conhecia e onde tem um familiar residente. Assim, no dia 10 de maio, ela, o esposo e os dois filhos chegaram ao norte do estado.

Deize comenta que a receptividade do povo de Passo Fundo foi algo que confortou seu coração. No primeiro momento, a família ficou na casa de uma cunhada, e hoje o marido já conseguiu um emprego. Eles agora moram de aluguel em outra residência.

Sobre o futuro, Deize afirma que pretendem continuar morando em Passo Fundo. Passados quatro meses desde a enchente, ela destaca que o sentimento de medo passou, e agora tentam seguir em frente, buscando proporcionar uma criação de qualidade aos filhos, de três e seis anos.