Após protesto de indígenas, Caixa Federal libera financiamento para200 moradias em aldeias da região
A segunda-feira começou com um protesto realizado por indígenas na Superintendência Regional da Caixa Federal em Passo Fundo. O grupo, de aproximadamente 600 índios, veio das reservas de Guarita, Nonoai e Água Santa e exige a liberação de contratos de financiamento imobiliário, viabilizado através do Ministério das Cidades.
As lideranças do movimento informaram que a necessidade é urgente, pois nas aldeias algumas moradias não oferecem condições mínimas de serem habitadas, principalmente depois das chuvas recentes que atingiram a região. Um representante dos indígenas da reserva de Nonoai salientou que 847 pedidos de financiamentos foram protocolados na Caixa e que até agora não existe a previsão para que esses recursos sejam liberados.
Mesmo com o protesto, o acesso dos clientes a agência da Caixa ocorreu normalmente. Os manifestantes foram recebidos pelo gerente regional da Construção Civil da Caixa, Lúcio Roberto Hackenhaar.
Ele salientou que o governo federal possui um Programa Nacional de Habitação Rural para atender a esse tipo de demanda. A Caixa é o órgão executor dos contratos e que a liberação dos financiamentos depende de autorização do Governo Federal.
No final da tarde, após mais uma reunião, os indígenas decidiram aceitar a proposta feita pela Caixa Federal. Após autorização da direção nacional, serão liberados imediatamente recursos para a construção de 200 novas moradias nas aldeias reivindicadas. Além disso, daqui a um mês, uma reunião em Brasília, com representantes dos indígenas, será realizada com o objetivo de liberar mais recursos. Diante dessa proposta, os grupos decidiram encerrar o protesto e ontem mesmo embarcaram para suas reservas de origem.