Após depuração, lista de inscritos em programas habitacionais cai de 12 para 4 mil
O déficit habitacional é um problema que atinge todas as médias e grandes cidades do Brasil. Questionado pelos ouvintes sobre o aumento de invasões e ocupações na cidade, o prefeito Luciano Azevedo destacou que são situações de difícil controle e solução. Elas acontecem muitas vezes à noite, em terrenos públicos e privados, algumas vezes individuais outras em grupos.
Luciano esclareceu que a prefeitura não incentiva ou aprova esses atos, mas tem feito um trabalho de acompanhamento porque, em meio às ocupações, tem muitas pessoas que precisam do amparo do Poder Público. Contou que quando assumiu a prefeitura o descontrole na área habitacional era tão grande que havia uma lista de aproximadamente 12.500 pessoas inscritas para receber imóvel em um dos programas habitacionais do governo Federal. O município serve de intermediário na questão habitacional porque os recursos estão concentrados na Caixa Econômica Federal, que é da União.
O prefeito disse que o secretário de Habitação, Paulo Caletti fez um trabalho de depuração da lista. Foram levantadas todas as informações, quem estava inscrito e já possuía casa, quem ganhou moradia e vendeu, quem colocou o genro como laranja, quem está escrito mais de uma vez, entre outros. Foi constatado que mais de 8 mil estavam inscritos indevidamente. A lista foi reduzida para 4 mil pessoas. Segundo o chefe do Executivo, com esse número há condições de trabalhar inclusive com parcerias para resolver gradativamente o problema habitacional.
Conforme Luciano, hoje o primeiro problema para garantir moradia em Passo Fundo é a dependência dos recursos federais. O outro fator é o valor das áreas em Passo Fundo. Luciano ressaltou que atualmente não se consegue um terreno para abrigar, por exemplo, 200 famílias sem investir muitos milhões de reais. O preço do metro quadrado aqui é um dos mais altos do Estado.