Após cinco dias de espera, família apela na Uirapuru pela liberação do corpo no IGP
Continua a história de uma família de Tapera, que há cinco dias aguarda a liberação do corpo do marceneiro Gilmar César Dierings, de 34 anos. Natural de Tapera, ele foi encontrado morto no último sábado (16). O drama dos familiares começou quando o corpo foi para necropsia no Departamento Médico Legal-DML, de Passo Fundo.
Devido ao estado do cadáver, a polícia pediu a realização de um raio x, mas o exame não podia ser feito, por falta de perito para operar o equipamento. O DML de Passo Fundo confirmou que a única perita habilitada está de férias.
Em entrevista no programa Repórter do Povo, dona Marta Dierings, mãe da vítima, relatou nem mesmo saber ao certo onde estava o corpo de Gilmar. A família de origem simples, não compreendia o porquê de o DML não fazer a liberação ou dar qualquer informação.
Emocionada, dona Marta implorou ao vivo na emissora por ajuda. Tudo que ela pedia era que o IGP liberasse seu filho, para ter o descanso e ser velado pela família.
Minutos após o apelo da mãe ao vivo na Rádio Uirapuru, o Repórter Lucas Brasil, direto do DML, informou que um funcionário iria operar o equipamento de raio x ainda hoje.
Procurado pela Uirapuru, o diretor regional do IGP, Marco Antonio Curcio, explicou que a falta de pessoal no período de férias causou o atraso na liberação. Como alternativa foi cogitado que o exame fosse feito em Porto Alegre, mas a capital também sofre com falta de profissionais e sobrecarga de trabalho. Curcio afirmou que entende o drama da família e se comprometeu em liberar o corpo ainda hoje.
O DML de Passo Fundo está sendo palco de diversos problemas relacionados à liberação de corpos. Recentemente houve um engano por uma servidora, que entregou o corpo de uma mulher no lugar de um homem. O corpo foi enterrado, exumado e depois entregue para a família correta.
Na ocasião o diretor geral do IGP, Cleber Müller, veio até Passo Fundo para responder sobre o engano. Ficou comprovado o equívoco da servidora e uma sindicância interna foi criada. Cleber também afirmou que o IGP vem sofrendo com a falta de servidores, problema que atinge não só Passo Fundo, mas diversas regiões do Estado.