Após cinco anos de contrato com a Prefeitura, Corsan paralisou obras em Passo Fundo
Assinado em 2010, o contrato entre a Prefeitura e a Corsan, com validade de 25 anos, prevê uma série de obras para universalizar o acesso ao esgoto sanitário e ampliar as redes de água no município.
O valor definido de investimentos por parte da companhia estadual era de R$ 317 milhões. Passados cinco anos, as obras iniciadas com muita força nos primeiros anos do contrato, estão praticamente paralisadas. O vereador Saul Spinelli, durante pronunciamento na tribuna da Câmara levantou questionamentos sobre a execussão desse contrato e cobra respostas da empresa. Segundo o parlamentar, o lucro da Corsan nos últimos dois anos em todo Estado, se aproxima de R$ 400 milhões, sendo suficiente para manter o ritmo inicial de obras.
A meta na área de esgoto está muito aquém da projetada. Embora tenha evoluído na instalação de redes, o tratamento do que é coletado chega apenas a 25%, menos da metade do que estava previsto no contrato. Segundo Spinelli, outras metas estão deixando de ser cumpridas pela Corsan, como a disponibilização do esgotamento de posso negro e uso dos recursos do Fundo Compartilhado, que rende em torno de 2 milhões de reais por ano.
Spinelli, exerceu 30 dias de mandato parlamentar na Câmara, hoje devolve a vaga ao titular Padre Wilson. Mas cita que estes e outros assuntos que levantou no poder legislativo terão sequência.