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Polícia

Após carta de presos sobre greve de fome, juíza responde com possibilidade de reunião nos próximos dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Uirapuru recebeu na manhã de ontem (7) uma carta enviada supostamente por apenados do Presídio Regional de Passo Fundo, onde alertava para o início de uma greve de fome. Na carta, os presos afirmam que o ato é contra a superlotação do presídio, onde, conforme ele, em celas para quatro pessoas chegam a ter até 14.

 

Os presos também direcionam o manifesto, na carta, para uma juíza, sem especificar o nome. O movimento afirma que o protesto é pacífico e visa chamar atenção para que as autoridades intercedam contra a superlotação. Os apenados também reclamam que as atividades laborais oferecidas a eles são poucas, contemplando apenas um terço deles.

 

Também destacam a existência de cerca de 70 apenados que poderiam ter um regime mais brando, dentro do que manda a lei, mas que não foram atendidos quando isso é solicitado.Os presos citam, além da superlotação, a existência de doenças causas pela sujeira das celas.

 

Na carta também destacam que, caso não tenham uma posição da justiça, pretendem, de forma pacífica, paralisar os trabalhos em todas as galerias, impedindo inclusive a entrada de advogados na próxima semana.

 

A Juíza Ana Cristina Friguetto, em entrevista na Uirapuru, explicou que a carta já foi recebida pela sua equipe e desta forma foi criado um expediente para que a carta não se perca e tenha um andamento da situação. Destacou que o problema principal é a superlotação, sendo que o órgão responsável pela casa prisional será oficiado diante da situação.

 

Com relação a um possível atraso em processos, a juíza afirmou que os apenados podem fornecer os nomes em uma lista para que cada caso seja analisado de forma individual. Estes nomes podem ser entregues em uma reunião com a justiça agendada no futuro.

 

A juíza Ana Cristina frisou que a administração do presídio foi avisada sobre a reunião e o Ministério Público participará para ouvirem as demandas dos apenados. A juíza acredita que, diante disso, a greve de fome ou maiores problemas serão evitados.