Após atrasos da JOB, prefeitura deve abrir processo licitatório para nova empresa de vigilância
Os vigilantes da empresa terceirizada JOB Segurança e Vigilância Patrimonial, que presta serviço para a Prefeitura de Passo Fundo, tiveram mais uma vez os salários atrasados no mês de março. Nesta terça-feira, dia 19, os trabalhadores ainda não tinham recebido os vencimentos referentes a fevereiro. FGTS e INSS também estão atrasados, em alguns casos, em mais de um ano. Diante dessa situação, os servidores realizaram uma mobilização em frente à Câmara de Vereadores.
O vigilante Djonatan Santos Costa, em entrevista na Uirapuru, relatou que ele tirou férias ainda em janeiro e não recebeu uma parte do valor. O salário do mês de fevereiro também não entrou na sua conta, além do INSS e FGTS que estão atrasados há cerca de um ano. O trabalhador se diz indignado com a situação e cobrou uma solução por parte do poder público.
O Prefeito Luciano Azevedo recebeu integrantes do sindicato que presenta a categoria e os vereadores Luiz Miguel Sheis e Márcio Patussi, ambos do PDT, e Rufa Soldá (PP) para uma reunião na Prefeitura. O vereador Patussi concedeu entrevista para a Rádio Uirapuru e contou que durante o encontro a prefeitura informou que todas as pendências financeiras com a empresa foram quitadas e agora depende da JOB fazer o depósito dos salários aos trabalhadores.
Uma das reivindicações dos vigilantes é que seja rescindido o contrato com a terceirizada e outra empresa contratada de forma emergencial. Em relação a isso, Patussi afirmou que a Prefeitura já está preocupada com a situação, uma vez que não é o primeiro atraso, e por isso o poder público deve realizar uma nova licitação, em um prazo de 90 dias, para que uma nova empresa, estruturada e organizada, consiga arcar com as obrigações diante dos trabalhadores. Mas não será feita a contratação em caráter emergencial. Outra preocupação é, caso a JOB saia, quem vai quitar os débito pendentes.
O vereador Márcio Patussi informou que já aconselhou o sindicato para que busque uma ação preventiva para que os valores atrasados possam ser creditados nas contas dos servidores antes que a empresa se desligue das suas funções. Ressaltou ainda que é fundamental manter os pagamentos em dia para que a categoria siga trabalhando e vigiando os espaços públicos do município.