Amapergs Sindicato divulga nota sobre fuga no PRPF
PRPF| NOTA PÚBLICA
Amapergs Sindicato em nome dos servidores penitenciários gaúchos, primeiramente, presta solidariedade aos servidores que estavam de plantão no momento da fuga, ocorrida na madrugada do dia (12) no Presidio Regional de Passo fundo (PRPF) e coloca o Departamento Jurídico do sindicato à disposição para o que for necessário.
Dito isso, destacamos alguns fatores que consideramos importantes, relativos à grave ocorrência em Passo Fundo e esclarecimentos à sociedade Passo-fundense, no que entendemos capital para compreensão séria, a cerca das circunstâncias que contribuem, sobremaneira, para que esse tipo de ousadia contra o poder publico seja possível.
Além da precarização estrutural conhecida e há muito alertada por este sindicato, do Presidio Regional de Passo Fundo. Soma-se, o déficit crítico de servidores no sistema prisional do RS. Em que pese, as louváveis nomeações recentes para SUSEPE, na hora da fuga havia sob a guarda de oito (08) agentes, 755 apenados, distribuídos em 03 galerias e 02 alojamentos. Na parte externa apenas dois (02) PM, em uma das 04 guaritas responsáveis pela vigilância externa (Muros).
Estas circunstâncias, além de encorajar e prejudicar a prevenção, dificulta definitivamente a intervenção imediata na ação criminosa. Porém, apesar disso, os servidores penitenciários de plantão na hora da fuga no PRPF, ainda conseguiram efetuar disparos evitando uma possível tomada da parte administrativa do PRPF. Por outro lado, temos mais 1200 aprovados em concurso da Susepe (CR), que podem ser aproveitados imediatamente.
Contudo, asseguramos à sociedade gaúcha, a disposição dos servidores penitenciário do RS em prestar um serviço público de excelência, mas para que isso seja efetivo, precisamos das condições materiais para executar da forma como almejamos. Isso é o que move a luta deste sindicato e pela conscientização de todos, da gravidade da situação prisional. Ainda, nos colocamos à disposição para somar esforços com a comunidade gaúcha no sentido de sensibilizar e pressionar o governo para urgência do enfrentamento das questões prisionais no Estado.