Alta do diesel afeta obras e agricultura nos municípios, aponta Famurs
Um levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), atualizado nesta terça-feira (7), revela que o preço elevado e a falta de óleo diesel seguem causando impactos principalmente nos setores de obras e agricultura. A pesquisa, iniciada no último dia 30, foi preenchida por 226 prefeituras gaúchas.
Entre os municípios que responderam ao questionário, 104 relataram redução ou interrupção na prestação de serviços, o que representa 46% do total. Dentre os que foram impactados, as áreas mais afetadas são obras (44%), agricultura (26%), educação (15%), infraestrutura (5%) e saúde (5%). Outros 5% indicaram que a situação atingiu todos os setores, com manutenção apenas das atividades essenciais.
A maioria das prefeituras relata abastecimento normal (55%) ou regular com oscilações (38%), enquanto a falta de óleo diesel ocorre em apenas 7% dos municípios. Por outro lado, 86% informam que o preço do combustível está elevado ou muito elevado.
“A alta contínua do preço do diesel preocupa porque atinge diretamente a capacidade de prestação de serviços essenciais nos municípios. É o diesel que move as máquinas das obras, o transporte de insumos e a logística da produção agrícola. Além disso, o encarecimento também chega aos fornecedores, pressionando ainda mais os orçamentos públicos. Na prática, essa situação se traduz em maior dificuldade para garantir a entrega dos serviços à população”, afirma a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira.
Desde o início da crise, prefeitos estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário estão sendo suspensas em razão da escassez de combustível.