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Mundo

Agravamento na guerra entre Israel e Irã impactaria diretamente o agronegócio brasileiro

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O mundo assiste a mais uma guerra iniciando, desta vez entre Israel e Irã. Esta situação ocorre bem longe do Brasil, no entanto poderá se refletir economicamente por atingir o agro. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 91% de todas as importações de origem israelense realizadas entre janeiro e setembro de 2023 são de fertilizantes NPK – fertilizantes à base de Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), os quais o Brasil possui forte dependência de produtores internacionais.

Dentre eles, destacam-se o Cloreto de Potássio (“KCL”), um dos fertilizantes mais utilizados pelo Brasil. Conforme o cerealista Emeri Tonial, o Irã tem uma importância estratégica para as exportações, pois fica no estreito de Hormuz. Pelo canal passam por dia 20 bilhões de barris de petróleo, totalizando mais de 30% do que é produzido no mundo. Se, por acaso, a guerra bloquear esse trajeto, o mundo inteiro será afetado economicamente e o preço dos combustíveis devem disparar.

O mercado de fertilizantes também será diretamente impactado, caso esse estreito venha a ser bloqueado por uma possível guerra. Emeri explica que do outro lado da guerra está Israel. O país é responsável por fornecer mais da metade do Cloreto do planeta. A substância é utilizada diretamente na produção dos fertilizantes. Além disso, Israel é o terceiro maior fornecedor de químicos para o Brasil. Outro fator importante a ser observado é o que Irã é um dos grandes compradores de produtos brasileiros, principalmente os do agronegócio. Em caso de agravamento do conflito, provavelmente as exportações também seriam impactadas.