Agora no partido Podemos, Lasier Martins se propõe a revisar gastos do senado e projetos engavetados
Lasier Martins é umas das 46 renovações do Senado. O parlamentar será o segundo vice-presidente do Senado e terá 20 cargos à disposição, mas já anunciou que utilizará a metade e priorizará pessoas qualificadas e concursadas, também como forma de evitar gastos.
Na última terça-feira (05) Lasier Martins anunciou a sua filiação no partido Podemos. Ao vivo na Uirapuru, ontem (07), falou sobre a saída do PSD e a nova escolha partidária. Esclareceu que não trocou de partido duas vezes como se fala. Na primeira vez, saiu do PDT para não se expulso. Contou que por ter votado a favor de um projeto do governo Temer pela contenção de gastos foi avisado pela sigla que teria que responder a um processo por desobediência à orientação do partido. Disse que não iria se submeter a essa humilhação.
Já no PSD apontou divergências como motivo de sua saída. Lasier explicou que o primeiro deles foi em relação ao processo de voto aberto da presidência do Senado proposto por ele. Existiam conversas do partido com Renan Calheiros, o que contrariava a sua posição. Outro fato apontado pelo parlamentar é que deveria ter ocorrido uma reunião do grupo dos 10 senadores do PSD para decidir quem ocuparia as comissões permanentes do Senado, ela não aconteceu e a decisão tomada foi de cima para baixo.
Lasier percebeu que não estava em sintonia com o PSD e aceitou o convite feito pelo senador Álvaro Dias de ingressar no Podemos. Falou que a primeira condição para entrar no Podemos é não estar respondendo a processo, o que convergiu com aquilo que pensa. Lasier Martins afirmou que se propõe a fazer uma avaliação dos gastos do Senado, que conta com um orçamento estratosférico, segundo ele. Disse que vai fazer uma revisão profunda de todos os processos que foram engavetados nos últimos quatro anos e aqueles que servirem para o Brasil serão reabilitados e submetidos à apreciação da Mesa