Agência do SINE prevê enxurrada de demissões em Passo Fundo em razão do coronavírus
A paralisação das atividades econômicas, embora contribua com o combate ao coronavírus, deve causar uma série de problemas financeiros. Quando as atividades retornarem ao normal, a onda de demissões em Passo Fundo deve ser grande e já preocupa os profissionais e empresários do município.
De acordo com dados da Agência FGTASSINE, antes da paralisação das atividades o desemprego já impactava na cidade. Eram realizados entre 600 a 900 encaminhamentos de seguro-desemprego por mês. No ano passado, foram mais de 9,5 mil pedidos do seguro. Com a crise causada pelo coronavírus, o número de demissões deve ser muito maior e diversas pessoas perderão o posto de trabalho.
A Agência do SINE já projeta uma enxurrada de demissões e filas gigantescas para encaminhar o seguro-desemprego quando o atendimento na unidade retornar ao normal. Muitas empresas já estão pensando em demitir metade dos funcionários e negociar com os demais redução de jornada e salários para evitar fechar as portas. Outras estão buscando alternativas por não ter dinheiro para demitir e arcar com todos os direitos reservados ao trabalhador no momento do desligamento.
O que preocupa o SINE é que a retomada da economia deve ser muito lenta e a abertura de vagas de emprego deve demorar a acontecer. Por outro lado, os setores da alimentação e supermercadista estão com vagas abertas e muitas pessoas estão sendo encaminhadas via teleatendimento.