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Economia

Agência do SINE prevê enxurrada de demissões em Passo Fundo em razão do coronavírus

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
05-06-2014 - São Paulo - O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com ação civil pública pedindo que todos os selecionados para o programa de trabalho voluntário da Fifa para a Copa do Mundo sejam contratados com carteira de trabalho assinada. Foto Rafael Neddermeyer/ Fotos Publicas

A paralisação das atividades econômicas, embora contribua com o combate ao coronavírus, deve causar uma série de problemas financeiros. Quando as atividades retornarem ao normal, a onda de demissões em Passo Fundo deve ser grande e já preocupa os profissionais e empresários do município.

De acordo com dados da Agência FGTASSINE, antes da paralisação das atividades o desemprego já impactava na cidade. Eram realizados entre 600 a 900 encaminhamentos de seguro-desemprego por mês. No ano passado, foram mais de 9,5 mil pedidos do seguro. Com a crise causada pelo coronavírus, o número de demissões deve ser muito maior e diversas pessoas perderão o posto de trabalho.

A Agência do SINE já projeta uma enxurrada de demissões e filas gigantescas para encaminhar o seguro-desemprego quando o atendimento na unidade retornar ao normal. Muitas empresas já estão pensando em demitir metade dos funcionários e negociar com os demais redução de jornada e salários para evitar fechar as portas. Outras estão buscando alternativas por não ter dinheiro para demitir e arcar com todos os direitos reservados ao trabalhador no momento do desligamento.

O que preocupa o SINE é que a retomada da economia deve ser muito lenta e a abertura de vagas de emprego deve demorar a acontecer. Por outro lado, os setores da alimentação e supermercadista estão com vagas abertas e muitas pessoas estão sendo encaminhadas via teleatendimento.