Agência de turismo de Marau é acusada de lesar dezenas de clientes e causar prejuízos superiores a R$ 1 milhão
As ex-colaboradoras da agência Personalizze Viagens, de Marau, divulgaram nesta semana uma nota pública após uma série de denúncias envolvendo a empresa, que resultaram em prejuízos estimados em mais de R$ 1,2 milhão a quase uma centena de clientes. A sede física da agência está fechada, e consumidores relatam dificuldades para obter qualquer tipo de resposta da proprietária.
As denúncias vieram à tona no último fim de semana e incluem a venda de pacotes turísticos que não foram concretizados, além de casos de clientes que ficaram desamparados no exterior e em cruzeiros. Entre os principais relatos estão cancelamentos de última hora, comunicados poucas horas antes do embarque sob a justificativa de “falência” da empresa, ausência de suporte durante as viagens e bloqueio de comunicação por parte da responsável.
Em alguns casos, clientes afirmam ter pago integralmente pelos pacotes, mas, no momento do retorno, descobriram que não havia passagem de volta emitida. Outros relataram que precisaram arcar com despesas de hospedagem e deslocamento por conta própria.
O estudante de Direito Luiz Eduardo Alerico está formalizando denúncia junto ao Ministério Público. Até o momento, 65 pessoas já relataram prejuízos, com valores que ultrapassam R$ 1 milhão. Segundo as vítimas, a empresa utilizava estratégias para prolongar repasses de informações falsas, impedindo o cancelamento das parcelas nos cartões de crédito dentro do prazo.
Diante da repercussão, ex-funcionárias da Personalizze Viagens divulgaram uma nota oficial afirmando que também foram vítimas da gestão da empresa e que não tinham conhecimento das irregularidades administrativas. Elas relatam estar sendo alvo de acusações injustas e ataques pessoais, mesmo sem poder de decisão sobre pagamentos ou reservas.
“Nosso trabalho sempre foi pautado pela ética e pela boa-fé. Não tínhamos conhecimento da real situação financeira ou das decisões administrativas tomadas exclusivamente pela proprietária. Sentimo-nos tão injustiçadas quanto as vítimas deste cenário”, diz o texto.
A empresa também emitiu nota oficial informando que está realizando um levantamento interno sobre os fatos e que, por orientação jurídica, não se manifestará no momento até que todas as circunstâncias sejam apuradas.
O caso segue em apuração, e consumidores lesados estão sendo orientados a buscar apoio jurídico e registrar denúncias junto aos órgãos competentes.