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Transporte

Aeroporto de Passo Fundo registra poucos cancelamentos pelo clima, mas PAPI está inoperante em uma cabeceira

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Aeroporto Lauro Kortz de Passo Fundo vive um novo momento em sua história, após recente reforma e construção do novo terminal de passageiros, aliado a novos equipamentos que auxiliam os pousos e decolagens. O aeródromo, que por diversas vezes, antes das melhorias, sofreu devido ao clima severo do Rio Grande do Sul, especialmente durante o inverno, hoje conta com 3 empresas operando voos diários para São Paulo e o mais recente com a nova rota para Florianópolis. No entanto, problemas com neblina, chuva intensa e ventos atingem qualquer aeroporto, independente do tamanho e, em alguns casos, dos equipamentos.

A Uirapuru buscou junto à Infraero, que administra o local, um índice de voos cancelados neste ano devido ao clima no local.  Porém, até o final da tarde de ontem (26), não obtivemos retorno. Informalmente, com pessoas ligadas à aviação local, é unânime a indicação de que os cancelamentos por questões do clima são poucos na cidade.  Houveram sim cancelamentos por questões operacionais das companhias, mas não ligadas ao clima, por exemplo.  Porém, o índice destes cancelamentos pelo clima não foi oficializado.

Um dos equipamentos que ajuda em condições adversas e é obrigatório para pousos e decolagens de aviões à jato é o PAPI.  São torres luminosas que informam visualmente o piloto sobre a altitude do seu avião e posição em relação à pista.  Em Passo Fundo a pista possui duas cabeceiras, ou seja, pode receber aviões por dois lados. São a cabeceira 09 e a 27.  A Uirapuru apurou que, desde o dia 14 de julho consta um NOTAM, que é um aviso sobre algo relevante, citando o não funcionamento do sistema PAPI na cabeceira 09.

Desta forma, há somente uma posição de pouso para os aviões que precisem deste sistema.  Na prática, as operações continuam no local.  Também, conforme pessoas ligadas à aviação do local, o maior problema e fator que pode gerar cancelamentos de pousos é o chamado vento de través, acima do que é indicado para a aeronave, para a largura da pista.  Contra este problema uma solução seria o alargamento da pista, que não foi contemplado em primeiro momento na reforma do aeroporto.