Aeroporto de Passo Fundo: novo terminal de passageiros tem equipamentos usados
Inaugurado com a presença do então Presidente Jair Bolsonaro em abril de 2022, o novo Terminal de Passageiros do Aeroporto Lauro Kortz, de Passo Fundo, está chamando a atenção dos usuários devido ao que muitos consideram um problema quanto aos equipamentos operacionais.
O imóvel foi construído do zero, com um investimento superior a R$50 milhões de Reais em toda a reforma do aeroporto, que abrange outros aspectos, sendo que a obra durou vários meses e foi totalmente pensada nas necessidades de um aeroporto em plena expansão. No entanto, mesmo inaugurado com o então presidente, o local somente abriu suas portas para o público no último dia 20 de janeiro.
O motivo foi a espera dos equipamentos internos, bem como suas instalações. Com tudo pronto, a Uirapuru recebeu nos últimos dias diversas mensagens de ouvintes que frequentemente viajam, passando por diversos aeroportos, os quais perceberam que a esteira de bagagem na unidade de passo Fundo não é nova como se esperava em um terminal moderno e recém construído.
A Uirapuru procurou suas fontes e constatou também em vídeo, enviado por passageiros, que a esteira de fato apresenta sinais de uso, com partes machucadas e dando assim um aspecto ruim. A Uirapuru também apurou com suas fontes que há outros equipamentos usados previamente e que agora fazem parte do novo terminal, dentre eles o equipamento de Raio-X, o qual estava em outro terminal no Estado.
Destaca-se que a reclamação dos ouvintes não aponta algum serviço não sendo feito, apenas alerta para o fato de que um terminal novo, construído com grande investimento através de recursos federais e contrapartida estadual, utilize equipamentos usados.
Equipamentos reformados
A Uirapuru apurou também que, não há impedimentos para usar estes equipamentos que não são novos. Desde que foi reaberto após a reforma, o aeroporto passou a ser administrado pela Infraero, que é uma companhia do governo federal. O governo do estado fez um contrato com o órgão, que administra também outros aeroportos no país, onde paga um valor mensal, de R$ 266 mil, pela administração e manutenção.
Neste termo de compromisso foi determinado que compete ao Estado a aquisição dos equipamentos e mobiliários para o terminal (esteiras, balcões, raio x, pórtico e mobiliários em geral), orçados em aproximadamente R$ 2,5 milhões.
Nesse item, o Estado conseguiu uma cessão de uso não onerosa dos equipamentos com a Infraero (esteiras, balcões de check-in e carrossel de bagagens no desembarque). Boa parte desses equipamentos foram trazidos para Passo Fundo de outros aeroportos administrados pela Infraero, o que justificaria o estado que se encontram, pois já eram utilizados anteriormente. Para entrarem em operação, passaram por um processo de reforma/recuperação, denominado de retrofit e o custo foi de R$ 102 mil.