Advogado Jabs Paim Bandeira contesta pedido de desaforamento do júri de pai que matou assaltante da filha
O júri de Paulo Rogério Gonçalves Ribeiro, o homem que matou há 5 anos, dentro da delegacia da Polícia Civil de Passo Fundo, Vinícius Rafael Fabiani, que momentos antes havia assaltado sua filha e a levado como refém, segue com nova data e local indefinidos. Isso porque foi feito um pedido de desaforamento, que é a retirada do júri do foro de Passo Fundo, para um novo local a ser definido pela justiça.
O pedido, segundo o promotor autor, Diego Mendes de Lima, foi feito por conta da grande repercussão que o caso tomou através da mídia local, o que, segundo o promotor, influenciaria na decisão do júri popular diante do clamor público. No dia 1º de março o promotor Diego convocou uma coletiva de imprensa para explicar estes pontos, onde também contestou as informações que foram dadas pelo réu na mídia, conforme o promotor, não condizendo com a verdade.
Em entrevista na Uirapuru durante a tarde de ontem (14), o advogado Jabs Paim Bandeira, afirmou que o pedido de desaforamento ocorreu de forma equivocada no que pede a lei, sendo o processo apenas anexado e não protocolado formalmente, o que só foi feito de forma posterior, questão que ele vai debater dentro da lei. Outro ponto destacado por Jabs é o impedimento de sua participação na coletiva de imprensa do dia 1º de março, pelo promotor.
Jabs afirma que trata-se de uma afronta aos advogados, que tem o direito de entrar em qualquer recinto da lei, quando houver representantes do local para receber. Este impedimento, conforme Jabs, foi levado até a Ordem dos Advogados do Brasil, que se manifestou contrário à postura, por meio do presidente, subseção de Passo Fundo, Dr. Luciano Migliavacca. Jabs finalizou dizendo que vai lutar até o fim para manter o júri em Passo Fundo, onde o fato ocorreu e onde a comunidade sabe da realidade vivida.