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Geral

Advogado afirma que sociedade criou um tarifamento dos crimes onde só delitos graves merecem punição

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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No programa “Emoção, Afeto e Comportamento”, desta semana, o psiquiatra Érico Hecktheuer discutiu com o advogado e professor universitário, Osmar Teixeira o crescimento da criminalidade e a banalização dos atos criminosos, que contribuem por trazer para comunidade a sensação de impunidade.

 

O advogado explicou que muitas vezes casos célebres, que contam com grande divulgação na mídia, ou que comovam a comunidade podem acabar refletindo em uma aceleração dos processos na Justiça. Quanto a casos, alguns famosos como o do político Paulo Maluf, em que apesar de se saber da existência de improbidade e mau uso do dinheiro público, não se consegue provar, Teixeira registra que não basta saber, é preciso provar para que a Justiça possa agir.

 

Ele também registra que hoje as pessoas criaram um tarifamento, bastante elástico, do que seriam crimes graves, como homicídio, estupro ou latrocínio. Já crimes de corrupção, improbidade, apropriação indébita e formação de quadrilha, acabam caindo na vala comum.

 

Ficando dentre aqueles em que as pessoas não esperam que a Justiça seja, de fato, feita. E que esse comportamento é preocupante, pois segundo frisa, revela uma postura da sociedade em se acomodar, não buscar os seus direitos, achando que burlar a lei, cometer pequenos delitos é normal.

 

Postura abalizada, segundo frisa o jurista, pelo cenário político, onde eles se utilizam dessa prerrogativa para continuar a se locupletar dos bens públicos. A solução, para ele é investir na Educação da população.