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Polícia

Adiamento de audiências na região pode colocar criminosos nas ruas e preocupa autoridades

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A notícia de que foi adiada pela segunda vez a audiência de  interrogatório dos homens presos pela Polícia Civil em Mormaço e apontados como integrantes de uma perigosa quadrilha de assalto a Bancos no RS indignou a população.

 

O adiamento aconteceu devido à falta de condições para que a SUSEPE faça o transporte dos detentos, que estão presos em Charqueadas. Na operação que aconteceu em fevereiro deste ano, foram presos Leandro Martins Borchartt (35), Jonatha Rosa da Cruz (34), Fabiano Bueno (44), Julio Cezar da Costa (35), Diego de Carvalho Fontinel (27), Luciano Bischof Comper (38), Leandro de Carvalho Fontinel (24).O ato processual foi marcado inicialmente para o dia 24/05 porém foi remarcado para esta quinta-feira (07) e novamente transferido, ainda com data não definida pelo Poder Judiciário.

 

Em média, cada audiência custa mais de R$ 540, por preso apresentado, pois a logística do deslocamento depende de viaturas, combustível e servidores. As dificuldades financeiras do Estado podem estar contribuindo para este problema.

 

Como alternativa a SUSEPE está implantando um sistema de audiências por videoconferência, gerando assim mais economia ao Estado. A situação preocupa a população porque, em Porto Alegre, já estão soltando criminosos devido à impossibilidade de realizar audiências.

 

Em entrevista na Uirapuru, o comandante regional da Brigada Militar, Coronel Fernando Carlos Bicca, expressou preocupação com a situação. Conforme Bicca, a Brigada Militar tem auxiliado, sempre  que requisitada, na condução de presos até audiências, mas isso de certa forma  limita a ação dos policiais que são pagos para garantir a segurança da população.

 

Bicca vê a missão principal da Brigada como algo mais nobre do que simplesmente ajudar a conduzir presos e espera que o governo ache uma solução rápida para evitar a soltura de marginais por uma questão de crise financeira.Destacou que, enquanto policiais estão envolvidos no auxílio da SUSEPE, poderiam estar nas ruas patrulhando e protegendo a população.