Acusado de matar policial durante baile no interior de Passo Fundo é preso no Paraná
Foi preso na cidade de Manoel Ribas/PR o homem acusado de matar o policial Ricardo da Rocha Almeida no mês de setembro de 2014. Felipe dos Santos da Costa, vulgo “Pintiola”, foi localizado na manhã desta quarta-feira, 22.
Segundo informações da polícia do Paraná, Pintiola tentou se esconder utilizando duas crianças, uma de 2 anos e outra de 4 anos, que seriam seus filhos e estavam junto com ele no momento da abordagem.
Ele foi levado para a Delegacia de Polícia de Manoel Ribas e posteriormente recolhido ao presídio.
O crime
A morte do soldado Almeida ocorreu por volta das 6h30m do dia 7 de setembro de 2014, no final de um baile, na comunidade de Vila Rosso, interior de Passo Fundo. Os organizadores do baile estavam fazendo a contabilidade, quando quatro homens armados invadiram o salão anunciando o assalto e já foram atirando. O PM Ricardo Rocha de Almeida, que estava à paisana, não teve tempo de reagir e foi ferido com um tiro na cabeça. O policial chegou ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital. O presidente da comunidade de Vila Rosso, e o promotor de evento saíram feridos, mas sobreviveram.
Os assaltantes fugiram levando dinheiro do baile, pertences das vítimas, inclusive duas pistolas do PM. Guarnições da Brigada Militar realizaram uma grande caçada e prenderam dois homens que participaram do assalto. Eles estavam com parte do dinheiro roubado, celulares das vítimas e uma das armas. Um terceiro envolvido, morreu em confronto com a Brigada Militar.
Dois dos assaltantes foram julgados em novembro de 2015, sendo que um deles foi condenado a 69 anos e 6 meses de reclusão e outro, pegou uma pena de 73 anos e 3 meses de cadeia. Felipe dos Santos da Costa não foi julgado, pois estava foragido. Um quinto acusado foi absolvido por falta de provas.
Sentimento da família
Após a divulgação da prisão de Felipe dos Santos da Costa, a esposa do Soldado Almeida conversou com a Uirapuru sobre o sentimento com a prisão de Pintiola. “Foram cinco anos muito difíceis e agora neste momento dá uma sensação de alívio e por mais que a gente saiba que o Ricardo não volte. A sensação era de impunidade por saber que ele estava tendo a vida dele livre”.
Leila Almeida falou também sobre como foram os cinco anos de ausência do soldado que foi covardemente morto pelos criminosos. “A minha filha tinha nove anos na época e sente muita falta do pai até hoje. Ela faz acompanhamento psicológico porque meche com tudo e desestrutura a família. Da forma como aconteceu, pra ela assimilar foi muito difícil”.

A esposa de Almeida falou sobre o medo quando o soldado saia de casa e da pouca valorização ao trabalho policial. “Quando ele passava na porta, dava aquele medo, pois não sabíamos se ele ia voltar. É um serviço arriscado que não é valorizado e sabemos que eles não tem os equipamentos adequados para trabalhar”.
Leila Almeida alertou quanto a necessidade de manter os acusados presos. “Não é o só o prender, mas fazer permanecer preso”, conclui a esposa da vítima.