Acusada de matar amiga grávida para roubar bebê não será classificada como doente, avalia psiquiatra ouvido pela Uirapuru
Um caso de crueldade praticado por uma mulher contra uma mãe e seu bebê chocou o Brasil. Uma mulher de 42 anos está sendo investigada pela Polícia Civil de Porto Alegre, suspeita de ter assassinado uma grávida de 25 anos para roubar o bebê. A mulher foi presa na noite de terça-feira (15) em um hospital, onde tentava fingir que tinha dado à luz.
Segundo a delegada Graziela Zanelli, a mulher simulava uma gravidez há certo tempo, pois sonhava em ter um filho. Na segunda-feira (14), ela convidou uma amiga grávida para sua casa, no Bairro Mário Quintana, em Porto Alegre, prometendo dar presentes como brinquedos. Porém, a suspeita teria assassinado a amiga e tirado o bebê que estava com nove meses de gestação da vítima morta. Ela levou o bebê para um hospital, mas os médicos constataram que a criança já estava morta. Durante os exames, perceberam que a mulher não havia passado por um parto, o que levantou suspeitas e levou a polícia a ser chamada. Após investigar a casa da suspeita, a polícia encontrou o corpo da vítima. Diante disso, a mulher foi presa.
O caso chocou o país e trouxe à lembrança algo semelhante que aconteceu em Santa Catarina no ano de 2020, quando o mesmo ocorreu com outra vítima. A Uirapuru conversou sobre este assunto com o psiquiatra Dr. Erico Hecktheuer, que expressou preocupação sobre este fato. Lembrou que muitas vezes a maldade está disfarçada de boas ações, com pessoas que se aproximam em um excesso de bondade, algo que não é comum vermos e que, no fundo, tem uma motivação de enganação. Questionado sobre se este ato cruel pode ser o resultado de um surto ou um rompante de fúria e alucinação daquele momento, o Dr. Erico acredita que não foi algo instantâneo, pois, ao que se vê, ocorreu um planejamento de meses.
Tal conclusão será possível após uma análise forense profissional. No entanto, avaliou que a acusada não será tratada, na justiça, como louca e sim como uma criminosa cruel. Explicou que o doente mental geralmente faz mal a si mesmo e não tem cuidado próprio. Já o que ocorreu é um comportamento de psicopatia para se obter o que ela queria.