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Clima

Abril encerra com déficit de chuva em Passo Fundo: mês já teve marcas extremas na história local

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Ontem, 1º de maio, o Estado lembrou um ano da tragédia climática que devastou o Rio Grande do Sul, com chuvas nunca antes vistas. O clima mudou nesse intervalo, e o mês de abril se despediu com chuvas abaixo da média em Passo Fundo.

Dados fornecidos pelo observador meteorológico Ivengdonei Sampaio revelaram que Passo Fundo fechou abril com 77% das chuvas previstas para o mês, correspondendo a 108 milímetros dos 140 milímetros projetados. Sampaio explicou que abril já teve marcas históricas e extremas na cidade. Em 1998, a cidade registrou 174 milímetros de chuva em apenas seis horas. Naquele mês, em 1998, o total acumulado foi de 342 milímetros. Já em 2005, foram registrados apenas cinco milímetros, mostrando como o período do ano pode ter grandes variações em relação ao habitual.

Dados revelados ainda ontem (1º) pela MetSul Meteorologia apontam que maio começou em neutralidade, sem El Niño ou La Niña — dois eventos climáticos que alteram significativamente o clima no Rio Grande do Sul. Com isso, é esperado um comportamento clássico de maio, com momentos de incursões de ar frio e outros períodos com o chamado veranico, de temperaturas mais altas.

No aspecto da chuva, os principais modelos climáticos internacionais indicam precipitações dentro ou pouco acima da média para o Rio Grande do Sul em maio. Em relação a Passo Fundo, até o dia 6 de maio, não há previsão de chuva. As precipitações devem ocorrer somente a partir do final da próxima semana na cidade.