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Cidade

Abandono e incapacidade dos pais geram superlotação nas casas de acolhimento a crianças

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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As três casas de acolhimento existentes em Passo Fundo estão com a lotação acima da capacidade. Nestes locais o poder público municipal abriga atualmente em torno de 60 crianças e jovens com idades de 0 aos 18 anos. O encaminhamento para estes abrigos acontece quando ocorre violação dos direitos das crianças no âmbito familiar, abuso sexual ou outras situações de risco.

A secretária da SEMCAS, Neli Formigueri, salienta que apesar da superlotação, o município tem conseguido prestar um atendimento dentro da necessidade. Admite que existem algumas situações que fogem da alçada dos técnicos e monitores que prestam serviços nestes estabelecimentos. Neli diz que sempre que um episódio fora das regras ocorre, é feito um registro policial. Isso ocorre para casos de fuga, ou de atos de indisciplina, por exemplo.

A secretária revela uma realidade preocupante: o abandono dos pais, que por fatores como dependência de alcool e drogas, ficam incapacitados de cuidar dos próprios filhos é um dos principais motivos de internação de crianças no município…..
A permanência nas casas é de, no máximo, 2 anos.Neste período as crianças recebem todo o suporte para que possam retornar as suas famílias ou serem adotadas. Os pais também tem a oportunidade de receber atendimento. Este trabalho acontece com acompanhamento pelo Ministério Público e pela Juizado da Infância e do Adolescente de Passo Fundo. Mesmo com a lotação das três casas existente no município, não há previsão para a criação de um novo estabelecimento para abrigar mais crianças e jovem em risco social e familiar.