Skip to content

Cidade

A pedido da Associação de Moradores do Centro, Prefeitura vai estudar novo trajeto para procissão de São Cristóvão

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A 56º Procissão de São Cristóvão, prevista para acontecer em julho de 2018 pode ter um novo trajeto. O pedido é da Associação dos Moradores e Amigos do Centro (AMAC), que apresentou ao Ministério Público Estadual de Passo Fundo um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas. Os moradores reclamam da perturbação de sossego com o excesso de buzinas durante a procissão.

 

Na última terça-feira (17) foi realizada uma audiência no Ministério Público com a presença também de representantes da Paróquia São Cristóvão e das secretarias municipais de Meio Ambiente de Segurança Pública.

 

O caminho alternativo apontado pela AMAC é saindo pelo bairro São José, passando pela Avenida Brasil, Rua Ângelo Preto, Duque de Caxias e Avenida Presidente Vargas. Ficou definido que a Secretaria de Segurança Pública vai elaborar um estudo de mobilidade para avaliar se esse trajeto é viável. O documento deverá ser entregue ao Ministério Público na próxima reunião em abril do ano que vem.

 

Em entrevista à Uirapuru, o presidente da AMAC, José Rodrigo Santos, explicou que a Associação apoia a continuidade da procissão, mas sugeriu um novo itinerário para que os moradores de outros bairros vejam o problema enfrentado todo o ano pelas famílias da região central. Destacou que o trajeto sugerido é utilizado por ônibus, por isso não teria problemas para os caminhoneiros.

 

Santos afirmou que se o evento continuar pelo caminho original, a AMAC quer ajudar para que a festa não perca o seu foco. Ressaltou que hoje a procissão, que era para ser um momento de fé e de bênção, se transformou em buzinaço de São Cristóvão.

 

O secretário adjunto de Segurança Pública, Ruberson Stieven, lembrou que o trajeto atual, que parte do Boqueirão pela Avenida Brasil, Sete de Setembro e Presidente Vargas até a Igreja São Cristóvão, surgiu ao natural, da própria comunidade.

 

Explicou que é necessário um estudo de mobilidade aprofundado, porque a alteração não pode prejudicar a livre circulação. Na avaliação serão considerados vários fatores, como relevo, ruas estreias, ruas largas, cruzamento que deverão ser interditados, entre outros itens.