Jurista avalia que prisão de fundador do WikiLeaks ocorreu pelo não cumprimento das regras de asilo
Nesta quinta-feira (11) o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso pela polícia britânica na embaixada do Equador, em Londres, onde estava refugiado há sete anos. O tema repercutiu em todo o mundo. Os policiais só puderam entrar na embaixada após o presidente equatoriano, Lenín Moreno, suspender o asilo que concedia a ele.
O WikiLeaks é responsável pela divulgação de documentos confidenciais de governos e empresas. Em 2010, a organização publicou mais de 90 mil documentos secretos com detalhes da campanha militar dos EUA no Afeganistão, seguido por quase 400 mil relatórios internos que descreviam operações no Iraque.
Falando na Uirapuru, o advogado Dárcio Viera Marques destacou que se tratavam de segredos que só a alta cúpula militar e política dos EUA tinham conhecimento. Destacou que pelo fato de Assanger conseguir ter acessado arquivos sigilosos é um feito e, por isso, é reverenciado por todos os estados e países que possuem divergência com os Estados Unidos, a exemplo da Rússia.
Por isso, os americanos enxergavam a prisão de Assange como um grande desafio. Dr. Dárcio disse que ele acabou sendo pego porque não cumpriu as normas diplomáticas internacionais de quem recebe asilo. O jurista salientou que cada Estado tem os seus segredos de segurança que garantem a sua soberania e Assange violou todos eles.