Municípios que não cumprirem metas de qualidade da água da Bacia do Alto Jacuí estarão cometendo crime ambiental
No programa Uirapuru Ecologia do último sábado, o presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU), Claud Goellner, falou sobre a meta de qualidade das águas na Bacia do Alto Jacuí para os próximos 20 anos, aprovado neste mês. O chamado enquadramento foi definido pela população da bacia em audiências públicas realizadas no ano passado. Este processo faz parte do Plano de Bacia que iniciou há dois anos.
Segundo o presidente do COAJU, Claud Goellner, a meta deverá ser seguida por todos os municípios e usuários da água, como forma de garantir quantidade e qualidade de água para as atuais e futuras gerações. Ele alertou que as construções de planos diretores dos municípios, de saneamento, drenagem, de tratamento de resíduos sólidos e de usos e ocupações do solo têm que ser feito de acordo com o enquadramento do comitê.
Caso isso não aconteça os municípios estarão cometendo crime ambiental. Goellner salienta que a meta atinge toda a cadeia econômica, desde a produção agrícola até a instalação de indústrias ao redor da bacia hidrográfica.
De acordo com o diagnóstico realizado na bacia e das expectativas da população, principal uso da Bacia do Alto Jacuí é a irrigação (76%), seguido da criação animal (15%), abastecimento público (5%), aquicultura (3%) e indústria (1%).