Retrato de saneamento básico aponta problemas graves no tratamento de esgoto e destinação do lixo
Todos os municípios brasileiros devem implementar um plano municipal de saneamento básico, para garantir em um prazo máximo de 20 anos a universalização do abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta e destinação de resíduos sólidos, limpeza urbana e drenagem de águas pluviais. Em Passo Fundo esse plano está sendo elaborado pela UPF, através de convênio com a Prefeitura.
A universidade formou uma equipe técnica composta por engenheiros, arquitetos, professores e estagiários da área para apresentar até abril de 2014 o plano, com o diagnóstico completo da situação atual do município e o que será necessário para que a implementação do saneamento básico atinja 100% da área urbana e rural.
A engenheira civil, Vera Fernandes, é a coordenadora a equipe e revelou durante o programa Uirapuru Ecologia do último sábado que a cidade precisa avançar muito, principalmente na coleta e tratamento de esgoto, atualmente em 27%, na destinação de resíduos sólidos e limpeza urbana. Segundo a coordenadora, os investimentos previstos para os próximos 20 anos deverão ser executados pela prefeitura e pelas concessionárias dos serviços, como por exemplo, a Corsan.
Entre as carências apontadas pela engenheira Vera Fernandes está a destinação do lixo que é recolhido no município. O plano vai apontar soluções a serem implementadas a fim de garantir, além do recolhimento o encaminhamento correto dos resíduos. Atualmente o lixo que é tirado das ruas, em torno 200 toneladas, é destinado em parte para a reciclagem, em torno de 2%, e o restante é encaminhado para aterros sanitários em outras cidades.