Alerta: acidentes com taturanas são comuns nesta época do ano
Com a chegada do calor, aumenta a preocupação sobre o contato com insetos venenosos. A Lagarta Taturana é um dos que mais requer cuidados, sendo que o seu veneno pode até matar, dependendo da dose.
O nome Taturana é a união de palavras indígenas, que unidas querem dizer “semelhante ao fogo”, fazendo uma alusão á sensação de queimado que causam. Existem diferentes tipos de Taturana, sendo que a mais perigosa é a Lonomia, também chamada de Taturana Assassina, pela sua alta dose de toxidade.
Pesquisas apontam que o aumento dos acidentes com as lagartas foi motivado pela destruição do habitat natural destes insetos. Por não terem mais folhas típicas como alimento, as lagartas migram para árvores frutíferas, inclusive nas cidades, o que causa os problemas.
Mas se antigamente o contato com a Taturana era sinal de graves problemas e pouca solução, hoje, graças ao trabalho da UPF, existe um soro para o tratamento da toxina destilada pelo inseto. O soro é desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan, sendo que a toxina da lagarta é a matéria prima. É também graças ao trabalho de pesquisa da UPF e divulgação á comunidade, que os acidentes com Taturanas dminuíram muito ao longo dos anos, especialmente os que envolvem crianças, que sem o soro eram as principais vítimas no passado. Com tratamento adequado, o número de mortes foi reduzido a praticamente zero.
Este soro está disponível no Hospital São Vicente de Paulo, onde pessoas de toda a região recebem o tratamento, sendo este muito eficaz. A professora coordenadora do projeto de pesquisa sobre a Taturana na UPF, Lisete Lorini, explicou que o papel da universidade, há 12 anos, é identificar o inseto e fornecer matéria prima para o soro.
Para isso é importante que as pessoas, ao terem contato com uma lagarta que julgam ser a Taturana, coloquem o inseto num vidro e levem até a UPF ou ao Hospital para identificação. Além de fornecer matéria prima para o soro, a ação garante o tratamento correto.