Mais um acidente de ônibus da Unesul desta vez com vítimas fatais no estado
Em menos de um mês pelo menos quatro acidentes com ônibus intermunicipais ocorreram no Rio Grande do Sul. Todos envolvendo a empresa Unesul.
Ontem, infelizmente, um destes veículos que realizava o trajeto de Porto Alegre para Tramandaí, tombou na ERS-030, em Glorinha, Região Metropolitana de Porto Alegre. A rodovia liga Gravataí ao município.
Com mais de trinta feridos e seis mortos, o último trágico acidente, traz a tona muitas questões. Quais seriam as causas de tantos problemas? Seria o stress dos motoristas, que muitas vezes por determinação da empresa não respeitam a jornada de trabalho de 8 horas? Ou o trânsito, cada vez mais violento e a má conservação das vias seriam os motivos?
Para esclarecer as dúvidas dos ouvintes, falou a Rádio Uirapuru, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Passo Fundo, Gilberto Boeira. Ele salientou que manutenções periódicas são feitas e que a grande maioria dos carros possui cintos de segurança.
No entanto, o sindicalista aponta como principal causa para este tipo de fatalidade, o não respeito ao tempo mínimo de horas trabalhadas e o stress vivenciado pelos motoristas. Lembrando que os condutores tem que cumprir 8 horas por dia, com no máximo duas horas extras.
Ele ressalta a postura, inadequada de muitas empresas, que querem alterações na lei, para que os motoristas tenham a jornada ampliada para 12h. Por isso, em sua opinião, muitos motoristas tem preferido dirigir caminhões, o que acaba colocando na estrada, motoristas de ônibus sem grande experiência.
Além disso, a falta de estradas de qualidade, o acúmulo de pardais e radares, aumentam a pressão psicológica dos condutores. Tudo isso, conforme revela, tem feito com que o número de denúncias, por parte dos motoristas, tenha crescido nos últimos dias.